É SEMPRE A MESMA COISA
Ninguém repara
Todos o conheciam de fato cinzento, camisa branca e gravata colorida de riscas finas. Um dia saiu à rua de camisa azul e calças de ganga descolorida. Ninguém reparou que os sapatos eram os mesmos de sempre.
Ninguém entende
Gostava de mudar tudo, mesmo tudo. Anda toud doido, dizia ele, e insistia, Dout, Duto! Ninguém o entendia.
Ninguém faz nada
Queixava-se sempre que ninguém fazia nada, mas um dia provaram-lhe o contrário, passaram a ignorá-lo completamente.
Grande merda
Merda, grande merda, disse ele, mas já a tinha pisado.
Luís Ene
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
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